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Revista Viva Saúde 263

Junho 2026 No limite da dor

De uns tempos para cá, o herpes-zóster tem ficado cada vez mais conhecido: seja pela popularização da vacina que previne a infecção, seja pelo relato de pacientes que descrevem a dor sentida como uma das mais fortes da vida. A doença, também chamada de cobreiro, é resultado da reativação de um vírus que muitos de nós ainda temos adormecido no organismo – o varicela-zóster, o mesmo que causou a catapora na infância –, e saber como se livrar dela é uma das maiores preocupações atuais entre quem já passou dos 50 anos.

 

Os casos diagnosticados vêm aumentando no Brasil, e isso pode ser resultado da Covid-19. Entre 2020 e 2023 houve um salto de 195% nas internações por herpes-zóster no SUS, segundo o Ministério da Saúde, especialmente entre as pessoas 50+. Já nos EUA, a previsão das autoridades de saúde é que uma em cada três pessoas desenvolva a doença ao longo da vida. É por isso que a notícia de uma vacina eficaz contra esse vírus é tão importante. Até o momento, o imunizante só está disponível na rede privada, acessível para quem pode pagar pelas suas duas doses. Para o restante da população, outras medidas de prevenção se fazem necessárias, como o cuidado com a imunidade e o gerenciamento da saúde mental, em especial o estresse.

 

Na matéria de capa desta edição, investigamos formas de afastar o risco da doença para além do ato de se vacinar: buscamos junto aos especialistas quais são as medidas mais eficientes de tratamento da dor para aqueles que foram infectados. O resultado desse levantamento está na página 12 e mostra que todos precisamos conhecer mais sobre os riscos do herpes-zóster para não sofrer as consequências dolorosas de uma infecção.